Carioca Mariana Montanari reforça protagonismo da dança brasileira no Festival de Dança de Joinville

A participação da professora nascida no Rio de Janeiro, coreógrafa e bailarina Mariana Montanari no Festival de Dança de Joinville reafirmou, este ano, o papel central da educação em dança na formação artística do país. Reconhecido internacionalmente como o maior festival de dança do mundo, o evento voltou a reunir milhares de profissionais, estudantes e companhias de todas as regiões do Brasil, consolidando-se como vitrine de excelência técnica, inovação pedagógica e intercâmbio cultural.

Rio de Janeiro — Criado em 1983 e detentor de recorde no Guinness World Records, o Festival de Joinville impacta diretamente a economia criativa e a cadeia cultural brasileira. Em 2022, após os anos mais críticos da pandemia, o evento retomou sua força com milhares de bailarinos inscritos, dezenas de palcos simultâneos, mostras competitivas e não competitivas, além de cursos, oficinas e debates que movimentaram a cidade e o setor cultural nacional. Historicamente, o festival reúne centenas de milhares de espectadores ao longo de seus dias de programação, gerando empregos temporários, turismo e visibilidade internacional para a dança brasileira.

Nesse contexto, a participação de Mariana Montanari teve peso simbólico e técnico. Com mais de 20 anos de atuação profissional, formação acadêmica em Dança e trajetória consolidada na educação artística, Mariana representa uma geração de educadores que unem rigor pedagógico, consciência corporal e leitura contemporânea do movimento. Sua atuação no festival foi reconhecida por colegas e instituições como referência em formação de base, especialmente no trabalho com crianças e jovens.

“O Festival de Joinville é um termômetro da dança brasileira. Aqui conseguimos observar não apenas o nível técnico dos bailarinos, mas também como a pedagogia está sendo aplicada desde a infância. A base bem construída é o que sustenta carreiras longas e saudáveis”, afirmou Mariana durante o evento.

A professora destacou ainda a relevância do festival como espaço de validação profissional:

“Joinville não é apenas uma competição. É um encontro de metodologias, de visões de mundo e de práticas educativas. Participar deste ambiente é reafirmar o compromisso com uma dança responsável, segura e inclusiva.”

Reconhecida nacionalmente por seu trabalho com desenvolvimento motor, musicalidade, biomecânica aplicada e inclusão, Mariana defende que o ensino da dança deve ir além da estética.

“Quando falamos de crianças, falamos de formação integral. A dança desenvolve coordenação, atenção, socialização e autoestima. O palco é consequência de um processo pedagógico bem estruturado”, explica.

A associação de seu nome ao Festival de Joinville reforça sua posição entre as professoras mais respeitadas do país, especialmente por sua capacidade de formar alunos que transitam entre o universo artístico e o educacional com consistência técnica. Ao longo de sua carreira, Mariana já orientou centenas de estudantes, muitos deles hoje atuando profissionalmente na dança e no ensino artístico.Em 2022, o Festival de Dança de Joinville voltou a cumprir seu papel histórico: celebrar a diversidade da dança brasileira, promover excelência técnica e dar visibilidade a profissionais cuja atuação impacta diretamente o futuro da arte no país. A presença de Mariana Montanari nesse cenário simboliza a força de uma dança que se constrói com conhecimento, ética pedagógica e compromisso social, valores cada vez mais centrais para o desenvolvimento cultural do Brasil.