Infraestrutura de redes ganha papel estratégico no Brasil diante da expansão da economia digital, aponta especialista
O avanço acelerado da digitalização no Brasil tem colocado a infraestrutura de redes e telecomunicações no centro das discussões sobre competitividade econômica, segurança digital e inovação tecnológica. Com o crescimento de serviços baseados em nuvem, inteligência artificial, plataformas de streaming e transações digitais, especialistas alertam que a qualidade e a segurança das redes se tornaram fatores estratégicos para o desenvolvimento do país.
De acordo com dados recentes da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), o Brasil ultrapassou a marca de 250 milhões de acessos à internet, considerando conexões móveis e fixas. Já a Pesquisa TIC Domicílios, conduzida pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), aponta que cerca de 84% dos brasileiros estão conectados, número que cresce anualmente impulsionado pela expansão da banda larga móvel e pela popularização do 5G.
Nesse cenário de transformação digital acelerada, profissionais especializados em engenharia de redes e infraestrutura tecnológica têm ganhado destaque por sua atuação estratégica no funcionamento da economia digital.
Para o engenheiro de redes Alexandre Carneiro, profissional com experiência internacional em grandes empresas de tecnologia e reconhecido por sua atuação na área de infraestrutura de telecomunicações, o momento atual exige uma nova visão sobre o papel das redes na sociedade.
“A infraestrutura de redes deixou de ser apenas um suporte técnico. Hoje ela é a base de praticamente todas as atividades econômicas e sociais, desde operações bancárias até sistemas hospitalares e plataformas de educação online”, afirma Carneiro.
O aumento do consumo digital no país também tem elevado significativamente o volume de tráfego de dados. Segundo o relatório Cisco Annual Internet Report, o tráfego global de internet cresceu mais de três vezes na última década, impulsionado principalmente pelo uso de vídeo, computação em nuvem e aplicações empresariais digitais.
No Brasil, o cenário segue a mesma tendência. A expansão do comércio eletrônico, do home office e de serviços digitais intensificou a demanda por redes mais robustas e seguras.
Para Carneiro, que atuou em projetos internacionais envolvendo redes corporativas e sistemas de telecomunicações em ambientes altamente complexos, o desafio atual não é apenas ampliar a capacidade das redes, mas garantir sua estabilidade e segurança.
“Quanto mais conectada uma sociedade se torna, maior é a responsabilidade sobre a infraestrutura que sustenta essa conectividade. Redes precisam ser projetadas com foco em resiliência, automação e segurança desde o início”, explica.
5G e transformação digital
Outro fator que tem acelerado a necessidade de profissionais especializados é a implementação da tecnologia 5G no país. Desde o início da ativação das redes em 2022, o Brasil já possui dezenas de cidades com cobertura da nova geração de conectividade móvel. Segundo dados da Anatel, o número de acessos ao 5G já ultrapassa 20 milhões de usuários no Brasil, e a tendência é que esse número cresça rapidamente nos próximos anos.
A tecnologia promete revolucionar setores como indústria, logística, agricultura e saúde, viabilizando aplicações como cidades inteligentes, veículos conectados e internet das coisas (IoT). Para Alexandre Carneiro, a chegada do 5G representa apenas o início de uma transformação estrutural na forma como as redes são utilizadas.
“O 5G não é apenas uma internet mais rápida. Ele permite a criação de novas arquiteturas de rede capazes de suportar aplicações críticas em tempo real. Isso abre espaço para inovação em diversos setores da economia”, destaca.
Escassez de profissionais qualificados
Apesar do crescimento do setor, especialistas alertam para um desafio importante: a falta de profissionais qualificados em áreas de infraestrutura tecnológica.
Segundo estudo da Brasscom (Associação das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação), o Brasil poderá enfrentar um déficit de mais de 500 mil profissionais de tecnologia até 2025, considerando áreas como engenharia de software, segurança da informação e infraestrutura de redes.
Carneiro acredita que investir em formação técnica e especialização será fundamental para que o país acompanhe a velocidade da transformação digital global. “A tecnologia evolui muito rápido. Para acompanhar esse ritmo, os profissionais precisam desenvolver conhecimento contínuo e também visão global sobre o funcionamento das redes e da infraestrutura digital”, afirma.
Especialistas concordam que o fortalecimento da infraestrutura de redes será um dos pilares do desenvolvimento econômico nas próximas décadas. Países que investem em conectividade, segurança digital e inovação tecnológica tendem a criar ambientes mais favoráveis para novos negócios e para a competitividade internacional.
Nesse contexto, profissionais como Alexandre Carneiro têm se destacado por contribuir com análises técnicas e experiências internacionais que ajudam a ampliar o debate sobre o futuro da conectividade no Brasil. “Quando falamos de transformação digital, muitas vezes pensamos apenas em aplicativos ou novas tecnologias. Mas tudo isso depende de uma infraestrutura sólida de redes. Sem ela, simplesmente não existe economia digital”, conclui o especialista.
Com a expansão constante da conectividade e o crescimento da economia baseada em dados, a engenharia de redes deve continuar sendo uma das áreas mais estratégicas para o desenvolvimento tecnológico do Brasil nos próximos anos.
